Vivendo na Montanha Russa

Vendo velhas fotos, lembrando passagens antigas, planejando o futuro, penso no milagre da vida. Vida única. Vida compartilhada. Montanha Russa? Fácil explicar: porque acho que a vida é assim, cheia de vertigens, emoções, altos e baixos. Que pode até andar devagar, enquanto se prepara para acelerar...Com o tempo passei a admirar esse movimento todo e hoje não vivo sem isso que alguns chama de maluquice da vida. Aperte os cintos e bem vindo a bordo !

Sunday, April 08, 2007

Capítulos das vidas de cada um de nós

Acredito que a vida de cada um de nós dê um bom livro. O gênero do livro vai depender muito, mas com certeza sempre será interessante. Nós nem percebemos mas acumulamos milhares de imagens, cores, sons, cheiros, sabores, sentimentos e emoções enquanto vivemos o nosso dia-a-dia.

Se fecho os olhos e lembro da chuva que tomei voltando de bike de Americana é como se sentisse minhas roupas encharcadas de novo. O cheiro de café e bolo da casa da minha avó. A caminhada cedinho para pegar o ônibus para o CLQ. Para ir para a Unicamp não era mais tão cedo, mas também lá estava eu esperando no ponto.

Os seis meses de espera até o "sim". O frio na barriga o dia que rodei com o carro, se bem que a Carla deve ter assustado mais, afinal ela só voltou a falar alguns minutos depois. Nossa primeira viagem, para o Rio. O bondinho subindo para o Pão de Açúcar e ao mesmo tempo indo para dentro de uma nuvem. Chegamos lá e não deu para ver absolutamente nada.

As tartarugas correndo para o mar em Fernando de Noronha e a que desviou para mim porque esqueci de desligar o flash da máquina. As luzes do reveillon no Rio. O Morumbi iluminado apenas com as luzes dos celulares de milhares de pessoas, na noite que o Bono do U2 chamou de "festinha particular" um show para 70.000 pessoas. O fundo do mar, a 28 metros de profundidade, o som da minha respiração saindo pelo respirador. Voar de ultraleve depois de assinar um termo atestando minha ciência que era um vôo era experimental.

Os meus dois grandes "quase acidentes". O dia que entrei no carro do Alexandre, para logo em seguida desistir do que íamos fazer e depois quando cheguei em casa descobri que ele tinha capotado. Um dia lá perto do aeroporto, até hoje não sei como aquele carro desviou, foi tão rápido que nem deu tempo da pessoa me xingar. A impressão que tenho é que o outro carro passou por dentro do meu.

As viagens com a turma. As viagens com a Carla. As festas, as formaturas. A viagem de volta da formatura do Sérgio em Itajubá. A bagunça na formatura da Carla. O discurso no casamento do Sérgio e da Ana, as 12 horas de viagem de volta no do Emerson e da Nelisa. O dia que passei no vestibular. A minha formatura. O meu casamento.

Maus momentos. Existiram, mas prá que relembrar? O passar do tempo os deixou cada vez menores, como se a dor passasse e ficassem apenas os ensinamentos. Mais importante é perceber que todas as vezes que enxerguei o fim na verdade era apenas um novo começo. E sempre é bom recomeçar.

Não falei que daria um bom livro ?

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